quinta-feira, 23 de junho de 2011

Parte da quadrilha de Novo Repartimento já está em Belém

Os empresários Dogival e Etelvina e a gerente do BB, Antônia Lemos
Foram transferidos para Belém na tarde desta quarta-feira, 22, três dos sete presos pela Polícia Civil em Novo Repartimento, sudeste do Estado, durante a operação “Cash Break”. Os empresários Dogival Francisco da Silva e Etelvina Carvalho da Silva e a gerente do Banco do Brasil do município, Antônia Lemos Braga de Moraes, tiveram mandado de prisão preventiva decretado pela Justiça do Pará acusados de integrar um esquema fraudulento que resultou no desvio de R$ 2 milhões provenientes do pagamento de precatórios de contas bancárias em Recife para o município de Novo Repartimento.
Os presos foram transportados para a capital em um vôo fretado que chegou ao Aeroporto Brigadeiro Protásio de Oliveira por volta de 13h30. Sob escolta de policiais da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), sob comando dos delegados Ivanildo Santos e Beatriz Silveira, os presos foram levados até a sede do órgão, que fica no bairro da Pedreira.
Na DRCO, outro acusado de envolvimento no crime, o político Roberto Aparecido de Passos, vice-prefeito de Novo Repartimento, já aguardava os demais envolvidos. Ele foi preso pela manhã, em um hotel em Belém onde estava hospedado para participar de um congresso de prefeitos. As prisões foram realizadas simultaneamente, em Novo Repartimento, Belém, Marabá, - onde foi preso Bethoven dos Santos - e São Luiz do Maranhão - cidade onde a polícia capturou Diogo Costa Carvalho. Com ele foi apreendido um veículo SW4, que teria sido comprado com o dinheiro desviado no esquema. Na casa de Etelvina foram encontrados outros cinco carros de luxo, além de documentos com indícios de fraudes.
De acordo com o delegado João Bosco Rodrigues, diretor de Polícia Especializada, durante o cumprimento das prisões preventivas em Novo Repartimento, os investigadores encontraram um revólver calibre 38 com seis projéteis na casa de Dogival Francisco da Silva. A arma estava com o filho dele, Israel Francisco da Silva, que foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
Ainda conforme o delegado, o bando também é suspeito de envolvimento em fraudes semelhantes cometidas nas cidades de Grajaú e Presidente Dutra, no Maranhão. Os demais presos – Marcleison Brandão de Oliveira, Glauciane Ferreira da Silva, esposa de Dogival; Marta Iris Ribeiro de Souza e Marivaldo de Moraes e Silva, marido da gerente Antônia Moraes, presos em Novo Repartimento; além de Diogo e Bethoven – serão transferidos ainda nesta quarta-feira para a capital paraense. A chegada deles está prevista para as 20 horas. As investigações prosseguem para identificar outras pessoas envolvidas no esquema criminoso.

Fonte: Walrimar Santos - Ascom/Polícia Civil

2 comentários:

Anônimo disse...

JATENE FAZ A POLÍTICA DO "PÃO E CIRCO"
TRATA-SE DE UMA JOGADA POLÍTICA PARA DESARTICULAR O MOVIMENTO DE EMANCIPAÇÃO DE TAPAJÓS.

É evidente que se trata de uma estratégia para desarticulação o movimento pró Tapajós. Em toda eleição os políticos fazem promessas e nesse caso o plebiscito é o alvo, passado o plebiscito eles voltam a esquecer da região. A oportunidade é unica para emancipar a região. O inimigo número 1 contra a criação do estado de Tapajós,
Flexa Ribeiro, acompanha a comitiva do governador.Zenaldo Coutinho, o número 2 contra a criação de Tapajós está como assessor de Jatene. Claro que o ato é político e o governador não quer que o estado se divida e Flexa Ribeiro acompanha essa comitiva do governador numa clara alusão do governo do Pará estar contra. Jatene faz a política do "Pão e Circo". Será que a população vai cair nessa.

Anônimo disse...

Algumas palavras sobre o movimento pela criação do estado do Tapajós.
Por :Jonivaldo Sanches (*) – Enviado para o E-mail do blog

A criação do estado do Tapajós cumprirá agora uma etapa muito importante para efetivação do processo que envolve o tema: a realização do plebiscito já está autorizada pelo parlamento e está faltando apenas a regulação pelo poder judiciário, a marcação da data e o exercício do sufrágio nas urnas.

Entendo que o sufrágio deve ocorrer em todo o estado do Pará, em que pesem opiniões em contrário. Sendo assim, reputo de salutar a importância a mobilização da populações envolvidas divulgando-se as razões pelas quais se endente imprescindível a criação dos novos estado, em especial, para a região oeste, a criação do Estado do Tapajós.

O pleito dar-se-á na lógica dos discursos do jogo de soma zero. Nesses termos, os adversários do desmembramentos do Tapajós e Carajás trabalharão com argumentos tendentes a demonstrar que, se vencedoras as demandas pela criação desses novos Estados, o Pará remanescentes (como vem sendo chamado) chamado perderá exatamente aquilo que ganharem os Estados a serem criados. Isso verdade? Cremos e temos argumentos para demonstrar o contrário. Porém, sem adentrar no mérito dessa questão aqui pretendemos demonstrar que, os argumentos a favor da criação dos novos estados (em particular o Tapajós) devem ser articulados, coordenados e difundidos junto á populações a fim de se criar uma consciência em defesa do Estado.

Argumentos não faltam. Porém, as lideranças locais envolvidas na articulação no movimento parecem estar demorando a realizar esse trabalho. O prejuízo pode ser grande. Realizando-se o pleito no Estado todo, sem argumentos sólidos e articulados em torno do tema, o discurso contrário (soma zero) pode colar aliado a argumentos ufanistas de um Pará grande (só em tamanho territorial) e maioria do eleitorado concentrado na Zona metropolitana paraense pode derrubar um sonho histórico, o qual nesse momento tem de ser sonhado acordado, com pragmatismo sob pena de uma chance igualmente histórica ser perdida.

Em suma falta, coordenação de pré-campanha (aliás falta a pré-campanha), falta articulação em torno de um discurso unificado e mais aprouche do movimento junto à população dos municípios. Esse último personagem – a população – decidirá.